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O Balancete Analítico Deve Ser Informativo e Não Apenas um Documento Numérico

Contabilidade não é apenas cumprir o fisco. É informar, orientar e dar visão.
9 de janeiro de 2026 por
Contas no Ponto



O Balancete Analítico Deve Ser Informativo e Não Apenas um Documento Numérico


Contabilidade não é apenas cumprir o fisco. É informar, orientar e dar visão.


No exercício da contabilidade, é cada vez mais comum observarmos uma prática perigosa: a contabilidade feita apenas para cumprimento fiscal. Lança-se, apura-se, fecha-se o mês ou o ano, submete-se a declaração e pronto. Missão “cumprida”.

Mas a verdade é esta:

  1. Cumprir o fisco não é sinónimo de fazer boa contabilidade.
  2. Apurar resultado não é sinónimo de informar.
  3. Fechar balancete não é sinónimo de organizar.

A contabilidade nasce para informar, explicar e orientar a gestão, e só depois para cumprir obrigações legais. Quando invertemos essa lógica, transformamos a contabilidade num simples acto burocrático – e isso mata o seu verdadeiro valor.


1. O erro de origem: contabilidade feita só para cumprir obrigação fiscal

Quando a contabilidade é feita apenas com foco no cumprimento fiscal, o processo costuma ser assim:

  1. recolhe-se documentos (às vezes incompletos),
  2. lança-se rapidamente,
  3. apura-se o IVA, o IRT, o IPU, o imposto industrial,
  4. fecha-se o mês,
  5. entrega-se a declaração.

Tecnicamente pode estar correcto, mas informativamente é pobre.


2. O balancete analítico: não é para “bater”, é para explicar

O próprio nome já diz: balancete analítico. Analítico significa detalhado, interpretável, explicativo.

Se o teu balancete apenas mostra valores e não mostra quem são os intervenientes, ele falhou na sua missão.


3. O problema clássico: lançar tudo numa única conta

É extremamente comum vermos lançamentos genéricos como:

  • Débito: Compras 
  • Crédito: Fornecedores

Sem identificação dos intervenientes, a empresa perde visão e o gestor perde leitura.


4. A solução profissional: subcontas individuais

Boa contabilidade não é complicar, é organizar. Criar subcontas individuais, exemplo por fornecedor, por cliente por bancos e outras, permite analisar dependência, frequência, risco e oportunidades.

Veja um Exemplo: Aqui conseguimos ver as contas sub contas individuais para cada um, deixando assim claro e fácil de perceber a operação de forma particular.



5. Contabilidade não é só registar. É explicar.

Se só tu entendes o teu balancete, então ele está mal feito. A contabilidade é linguagem económica e deve ser clara para todos.


6. Continuidade profissional

Um dia outro contabilista vai entrar na empresa. Ele deve conseguir entender facilmente o que foi feito. Contabilidade bem feita continua, mesmo sem o autor.


7. O balancete como mapa da movimentação do capital

O balancete mostra onde o dinheiro entrou, onde saiu, em que foi aplicado e com que retorno.


8. Responsabilidade do empresário

Muitas contabilidades são fracas porque os empresários são desorganizados: Não estrutura uma equipa devida, misturam despesas pessoais, não organizam documentos, usam contas da empresa de forma indevida.


9. Apelo directo aos empresários

A contabilidade não é inimiga, é bússola. Serve para decidir, orientar investimento e evitar perdas.


10. Contabilidade para informar – mudança de mentalidade


Passo 1 – Mudar o objectivo: de cumprir para entender.

Passo 2 – Estruturar o plano de contas.

Passo 3 – Detalhar lançamentos.

Passo 4 – Organizar documentos.

Passo 5 – Separar empresa de pessoa.

Passo 6 – Pensar no próximo contabilista.


11. Conclusão

O balancete pode ser apenas um quadro de números ou um verdadeiro relatório silencioso da vida da empresa. A pergunta certa é: O seu balancete explica ?


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